PAISAGENS FICIONAIS




Instalação Mídia Mista
Filme Full HD, 00:24:11
Dimensão Variável




Still image do Filme Paisagens Ficcionais,  Full HD, 00:24:11



Paisagens Fictionais investiga a efemeridade da paisagem contemporânea, e a sua transformação, como meio e também como produto do hegemônico e falacioso projeto da modernidade: a ideia de progresso.

Ao entrelaçar diferentes paisagens e a migração mineral entre estas paisagens, o trabalho suscita reflexão sobre a conformação da própria paisagem geográfica do capital, entre centros acumuladores e periferias degradas, e questiona o legado de uma divisão global em hemisférios.

A instalação consiste em duas obras, o filme Paisagens Ficcionais e o audio da narração do texto de mesmo nome; as obras são instaladas no mesmo espaço.

O filme é exbido de forma asícrona e em loop em múltiplas televisões de tubo. O texto é apresentado como narração em três diferentes caixas de som, em dissonância. A dissonância e assincronia convidam a audiência a  experimentar um sem fim ciclo de repetição histórica, uma dissolução de tempos, ao invés de uma trajetória linear e progressiva de desenvolvimento, como prometido pela modernidade.

O filme Paisagens Ficcionais foi produzido a partir de três diferentes momentos. O primeiro momento foi a discreta invasão de uma das mais produtoras minas de minério de ferro no Brasil, a Mina do Pico em Itabirito, Minas Gerais.  O segundo momento foi o registro da instalação efêmera realizada no parque de preservação ambiental da Serra do Rola Moça, nas imediações da mina invadida. O totem, um marco da memória, nesta instalação, torna-se liquefeito. As rochas que preenchem o totem foram coletadas na mina vizinha.  O terceiro momento que integra o filme se da por meio da incorporação de filmagens de arquivo produzidas por instituições de pesquisa Estado Unidenses, Inter-Americanas e Brasileiras e filmes caseiros feitos em países do hemisfério norte.